domingo, 24 de outubro de 2010

Alerta de quem é do ramo: a armação que pode vir nos dias finais de campanha


por Luiz Carlos Azenha
O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.
Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).
Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.
O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:
1) é onde fica a Globo;
2) é onde subsiste a arapongagem direitista.
Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.
Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.
O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.
(Matéria enviada por Root User, amigo do meu amigo Netto de Deus)

Fingió un golpe en la cabeza. Pero la TV mostró que sólo le pegó un bollito de papel. Lula, furioso.


PorEleonora Gosman
San Pablo. Corresponsal

El presidente Lula da Silva se disponía a levantar el teléfono y hablar con el candidato opositor José Serra. Le iba a ofrecer su solidaridad frente a la supuesta agresión de la que habría sido objeto el ex gobernador de San Pablo. Pero las imágenes televisadas de los tumultos detuvieron el gesto presidencial y lo convirtieron en una encendida crítica. “Fue una farsa, una mentira descarada”, declaró ayer el jefe de Estado brasileño.
No le faltaban razones para sentirse defraudado. Filmaciones de TV Record y del canal SBT confirmaron que en medio de una batahola entre militantes de la campaña de Dilma y de la de Serra, el postulante fue impactado por un pequeño bollito de papel en la coronilla . El tucano sintió apenas el roce y siguió su caminata por las calles de Río de Janeiro.
Minutos después y ante el enfrentamiento de los seguidores de ambos bandos, el hombre decidió ingresar en una van, para instantes después continuar su contacto con los pobladores. Estaba bien protegido por sus custodios.
A los 20 minutos, el candidato recibió una llamada en su celular. Y ahí vino la sorpresa. Inmediatamente el ex gobernador puso cara de intenso dolor y alguien le alcanzó hielo para el supuesto hematoma. El show continuó con una ida al hospital Samaritano donde las primeras declaraciones de los médicos fue que el candidato no presentaba lesiones externas. Y menos aún internas, según demostró una tomografía .
No podía ser de otro modo, ya que no se conocen casos de rollitos de papel que hayan provocado daños similares al del impacto de una piedra.
Lula no ocultó su enojo. “Fue el equipo de publicidad del candidato Serra quien produjo la mentira. El día de ayer (por anteayer) debe ser declarado el día de la farsa”. El presidente hizo estas declaraciones al inaugurar un astillero en Río Grande del Sur (RS). En una comparación futbolística, Lula dijo que el opositor Serra actuó como el arquero de Chile, Rojas, en 1990. En un partido en el Maracaná, el jugador fingió que le habían disparado un petardo y que éste le había dado en el cuerpo. Fue durante las eliminatorias de la Copa del Mundo de ese año.
Para Lula, el tucano hizo exactamente lo mismo: “Primero pegó en su cabeza un bollito de papel y él ni percibió. Luego recibe un llamado telefónico que seguramente era de su productor publicitario, quien le avisa que debe mostrarse dolorido por el supuesto proyectil”. Esto, dijo el presidente brasileño “es vergonzoso”. Sostuvo que sería bueno que el candidato tenga “un minuto de sentido común y pida disculpas al pueblo brasileño”.
El médico oncólogo Jacob Kligerman, que lo atendió, dijo que el candidato no tenía heridas de ningún tipo, ni superficiales ni profundas. Serra agradeció ayer en Twitter “la preocupación de los brasileños” por su estado de salud.
“Por recomendación médica tuve que parar 24 horas” , agregó.
(Matéria enviada pelo cartunista Gervásio Castro, extraída do Clarin, de Buenos Aires)


ACORDA AÍ, GENTE, OS CARAS ESTÃO BATENDO...

Tudo bem, o Portal Campo Maior em Foco é, dos oposicionistas ao governo Lula e do PSB/PT no Piauí, na cidade, o que mais bate e critica e denuncia e acusa de não fazer nada e de só ter obras paradas aqui na cidade e no estado. Estão lá no papel deles e devem agradar quem lhes manda fazer aquilo... Isso é uma coisa... Outra coisa é atitude passiva de nossa gente boa que é vitima desses ataques e acusações e não reage... Procuro saber de um e outro o que têm a dizer e responder e, como dizia aquele "grande pensador" piauiense, Coronel Jofre Castelo, quase sempre tenho o calado como resposta... Tudo bem, os caras estão desesperados porque sabem que vão perder, a gente até entende... Agora, deixar uma turma dessas ficar trombeteando aquele denuncismo que a gente sabe que é sem pé e nem cabeça, sem resposta, dói no juízo... Daqui a pouco vou ver se encontro por aí meu amigo Marco Bona pra ver o que ele tem a dizer sobre a denúncia de que estaria por trás ou pela frente, sabe-se lá, da paralisação da obra do Centro de Convenções em Teresina...  

sábado, 23 de outubro de 2010

ANA TOMA POSSE NA ACALE EM CERIMÔNIA CARRREGADA DE EMOÇÕES






Ana Maria Oliveira Cunha é a nova imortal da Academia de Letras de Artes de Campo Maior (ACALE), ocupando a cadeira número 12, que pertenceu a seu pai, o poeta José Cunha Neto. A cerimônia foi carregada de emoção. Aninha fez seu discurso com interrupções em que sua voz era embargada pela emoção de estar ali, acompanhada de seus companheiros imortais da Acale, seus amigos, seus familiares, mãe, tias, filhos, netos, genros e noras. Depois da cerimônia foi servido um almoço no Toque Especial. Vejam as fotos.
Fotos: Bringel / Portalcampomaior

Por que apoiamos Dilma?

Mino Carta

Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor 

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A
verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceuse o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em
afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti. Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.







(Transcrito da Carta Capital já nas bancas neste sábado 23/10/2010)

2ª Ciretran de Campo Maior faz testes para expedição de novas habilitações‏







Nesta sexta-feira, 22, 295 pessoas da região campo-maiorense (Piripiri, Pedro II e Altos), candidatos a serem habilitados pelo Detran- Pi, 2ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), estão fazendo os testes de percurso e baliza para receberem a carteira de habilitação. Os exames ocorrem a cada três meses e contam também com candidatos inscritos no Projeto Condutor Carente que é uma parceria entre o Governo do Estado e as auto-escolas. Segundo o coordenador de Habilitação do Detran, Bartolomeu Humberto de Holanda (foto acima), os candidatos inscritos no projeto precisam procurar a Escola Piauiense de Trânsito e preencher os pré-requisitos, um deles é provar realmente que é de baixa renda e ser beneficiado em um dos programas sociais do Governo, como Bolsa Família.
Desde 2008, quando foi criado o Projeto Condutor Carente, o Governo do Estado já beneficiou centenas de pessoas da região de Campo Maior e de todo o Piauí com a expedição de Carteira Nacional de Habilitação, com taxa zero. O deputado Paulo Martins tem lutado pela inclusão de mais pessoas carentes no programa, porque entende a importância do documento para quem possui motocicleta e tem o transporte como um meio de geração de renda para sustentar suas famílias.
Texto e fotos: Eugenio Bringel 
(Transcrito do Portal Campo Maior em 23/10/2010)


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

LEIAM ISTO AMIGOS:O ÚLTIMO GRANDE TEXTO QUE TRANSCREVO, ATÉ O SEGUNDO TURNO...


eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz
"80% dos brasileiros, pelas pesquisas, consideram o governo Lula bom ou ótimo. Não é curiosíssimo que a mídia não faça outra coisa senão dizer que este é o pior governo do mundo? Então que valor tem a opinião pública? Que valor têm esses 80% de opinião pública? Nenhum. A mídia não tem nenhum respeito pela verdadeira opinião pública, que é a opinião dos cidadãos." Assim falou a filósofa Marilena Chauí, num dos manifestos que tornou públicos - coerentemente, não pela mídia tradicional, mas por intermédio do anárquico e caótico YouTube.

Entre várias das falas dela, esta foi a que calou mais fundo dentro de mim - apesar de esse tema, a manipulação por parte dos controladores daquela que é a minha profissão (o jornalismo), frequentar obsessivamente meus pensamentos e sentimentos e reflexões nos últimos muitos anos (oito, no mínimo).

Calou fundo em mim porque o raciocínio que ela faz é muito, muito, muito simples. Essa fala de Marilena demonstra que a sanha sanguinária da "grande" mídia a que ela se refere contra Lula não é dirigida especificamente a Lula, a ao cidadão-presidente Lula. A espuma antilulista que baba da boca da "grande" mídia vem cuspida contra 80% dos brasileiros (me incluo entre eles). Dirige-se, em última instância, ao Brasil como um todo. É, pois, uma fúria suicida.

Exemplo quente e eloquente é o desenlace recente da relação entre Maria Rita Kehl e o "Estado de São Paulo", logo depois de ela ter publicado naquele jornal o texto "Dois pesos...". Lúcido, sóbrio e oposicionista (quero dizer oposicionista ao Partido da Imprensa, atualmente travestido de demotucanato), o
artigo deflagrou todo um processo freudiano no seio da "grande" imprensa paulista.

Não à toa, Maria Rita Kehl é psicanalista, e não jornalista - fez por nós, jornalistas, o que não tínhamos coragem e força, sozinhos, para fazer, intimidados que somos cotidianamente diante de nossos patrões. O processo psicanalítico (sim, o Brasil está deitado no divã, se é que ainda cabe essa imagem-clichê) é tão interessante que trouxe notoriedade merecida à formidável profissional que é Maria Rita. "O que tem de legal é que, por exemplo, este meu artigo foi mais lido que qualquer outra coisa que eu jamais tenha escrito. Se ele tivesse ficado apenas no 'Estadão', ele teria sido lido, mas jamais deste jeito. Isso é uma coisa muito legal", afirmou ela em entrevista à minha querida (e dissidente) "CartaCapital", num texto denominado "A campanha eleitoral assumiu um tom fascistóide, diz Maria Rita Kehl".

O bonito nesse imbroglio todo é que o "Estadão" acabou por ser honesto, mesmo em querer, quando trouxe à tona, via desligamento da colunista, a ditadura que segue em vigência no interior da "grande" mídia brasileira em pleno 2010, nada menos que 25 anos após o término oficial do regime autoritário/repressivo civil/militar instalado no Brasil em 1964.

Não sou nenhum especialista em Freud, mas não seria esse vacilo do "Estadão" o famosíssimo expediente do "ato falho", o mesmo que levou José Serra a cometer outro dia um "eu nunca disse que sou contra o aborto, porque eu sou favor ", quando queria dizer exatamente o oposto? O ato falho se aprofundou nos dias seguintes, porque a exposição maciça do artigo via internet levou o texto de Maria Rita (e do "Estadão") ao conhecimento de gente que se considera "informada", mas por outros expedientes jamais teria tido acesso às ideias (simplíssimas, assim como as de Marilena Chauí) nele contidas.

O caso expôs nu e cru, em síntese, o estrangulamento ditatorial e a falta dramática de liberdade em que se encontra todo e qualquer jornalista, de qualquer coloração ideológica, que se encontre hoje trabalhando no conglomerado para-oficial GloboVejaFolhaEstado.

Mas quem milita no "Estadão" sabe que o corte sumário de Maria Rita após a publicação (e repercussão) do artigo deu origem a uma avalanche de cancelamentos de assinaturas. E quem trabalha no "Estadão" sabe o clima de caça às bruxas que vigora lá dentro por esse caso, mas também além e independentemente dele.

Em 2006, por causa da chamada "crise do 'mensalão'", eu havia feito o mesmo com minha querida "Folha", meu ninho de nascimento, desenvolvimento e ascensão como jornalista. Eu já havia saído da "Folha" para a "CartaCapital" em dezembro de 2004. Em 2006, cancelei minha assinatura após 16 anos de leitura e devoção consecutivas e ininterruptas - por muitos motivos, mas inclusive pela teimosia de não querer desembarcar, diante das primeiras adversidades, do presidente no qual eu havia votado, também ininterruptamente, desde 1989. Todo mundo sabe que o processo de cancelamento de assinaturas tem sido uma sangria constante, e maciça, desde pelo menos o malfadado "mensalão". Quem trabalha na "Folha" hoje sabe o que é viver o constrangimento de se identificar como jornalista de lá e, não poucas vezes, ser xingado de "reacionário" ou "fascista". Funcionários do antigo sonho dourado de todo jornalista hoje têm de conviver com a vergonha de trabalhar na "Folha", coisa impensável até, pelo menos, os anos tucanos de FHC.

Quem trabalha na "Veja" vive os mesmos dissabores, de forma mais dramática e há muito mais tempo, a ponto de às vezes não ser possível dissociar a "Veja" (e sua editora, a Abril) de quem trabalha como jornalista lá dentro.

Sobre a(o) Globo nem me atrevo a lançar palpite, tão distante é a (ex-)"vênus platinada" do meu dia-a-dia. Mas Hildegard Angel (colunista social, ex-global, mas também irmã e filha de gente assassinada pela ditadura civil-militar) falou, dia desses, algo sobre funcionários da rede terem de assinar contrato com cláusula impedindo-os de se pronunciarem politicamente - não posso afirmar que é verdade, mas, supondo que seja, alguém conhece forma mais explícita de ditadura que a mordaça político-ideológica?

São, todos esses, casos exemplares de comportamento suicida. Tudo isso é suicídio. Ou, no mínimo (e aí não se espante nem se diga surpreso quem anda sangrando e perdendo assinantes por segundo), há aquela frase de Joseph Pulitzer (1847-1911), inúmeras vezes reproduzida no Twitter ultimamente: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".

Mas não entremos nesse mérito apavorante, prefiramos acreditar que essa grande tragédia se trata mais de suicídio que de mercenarismo. Se for assim, o que temos assistido no Brasil nestes anos 2000 é resultado do ódio dirigido pela "grande" mídia a si própria, espelhada em (no mínimo) 80% do Brasil, rebatida na figura-ícone de Lula.

Quero dizer com isso que a "grande" mídia deveria pular para dentro do barco de Lula, tornar-se adesista, jogar a toalha, ser submissa a Lula como a imprensa paulista é subserviente a José Serra e a imprensa mineira é capacha de Aécio Neves? Não (até porque, admito meio maquiavelicamente, esse ódio todo tem sido responsável por parcela interessante do desabrochar, do desenvolvimento e do bom desempenho de Lula - e de no mínimo 80% de nós, e do Brasil perante o Brasil e perante o mundo). Bastava não espumar ódio. Bastava criticar e combater (se era mesmo o caso de a "grande" mídia ser, em peso, partido de oposição, como chegou a defender publicamente a atual presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito, egressa da "Folha") com comportamento racional, sóbrio, equilibrado, justo, coerente.

O ódio contra 80% do Brasil é um ódio suicida. Os poderosos-chefões que acreditam, esúupida e ignorantemente, combater a figura de Lula estão combatendo o país que pariu a eles próprios (ou seriam esses poderosos-chefões estrangeiros camuflados, ou agentes-laranja de estrangeiros clandestinos enciumados do Brasil, ou temerosos de perder os royalties bilionários do pré-sal?). Se são brasileiros, estão combatendo a eles mesmos. Suicídio.

Faço todo esse passeio para chegar a concluir o que calou fundo em mim na fala de Marilena Chauí, essa nobre filósofa não por acaso detestada apaixonadamente (ódio É amor?) por nove entre dez poderosos-chefões (misóginos, eu ouso acrescentar) da "grande" - e envelhecida - mídia.

Nós, brasileiros (e especialmente nós, jornalistas), não queremos a sua morte, senhora dona persona. Não queremos o seu fim, senhora "grande", tradicional e cerimoniosa mídia. Há tempo hábil para que a senhora desperte desse sono narcotizado e entenda que não está lutando contra Lula e a candidata dele (nossa) - mas sim contra o país que pariu a senhora (ou devo excluir desse rol a poderosa-chefona Globo, fundada sob capital oculto da Time-Warner, sobre alicerces norte-americanos clandestinos?). Nós precisamos da senhora, senhora dona "grande" mídia, e não vemos a hora em que venha a merecer novamente o adjetivo, sem aspas, de Grande, quiçá nossas assinaturas de volta. Até daqui a pouco.

P.S.: Não é por mera coincidência que Marilena Chauí e Maria Rita Kehl são mulheres, assim como a candidata Dilma Rousseff. A "grande" mídia, apesar dessa denominação feminina travestida, tem sido exclusivamente do sexo masculino, do descobrimento do Brasil até o dia de hoje. Amanhã, ninguém sabe.

Texto escrito pelo jornalista Pedro Alexandre Sanches, do seu blog

Paulo Martins e sua caravana fazem reunião no bairro São João




O deputado reeleito Paulo Martins – coordenador regional da campanha de Dilma e Wilson Martins se reuniu na noite de quinta-feira, 21, no Bairro São João, residência da líder comunitária, “Dona Joven”, para falar da importância da continuidade do projeto do presidente Lula com Dilma e Wilson Martins para o Piauí. Na ocasião foi mostrado um vídeo com as mudanças que ocorreram nos últimos sete anos em todos os setores em todo o país.




O parlamentar destacou também a importância da vitória deste time para o desenvolvimento das ações sociais que vêm beneficiando milhares de famílias com construção de habitação, mais unidades de saúde, o equilíbrio das finanças do Brasil e do Estado e a ampliação de projetos sociais como o Bolsa Família que beneficia milhões de pessoas.
Texto e fotos: Eugênio Bringel
(Extraído do Portal Campo Maior em 22/10/2010)


NINGUEM GANHOU AQUELE DEBATE OU QUALQUER OUTRO PARECIDO...


Meus amigos, meus inimigos, me poupem de assistir a esses debates entre os candidatos a governador do estado do Piauí. A maioria das pessoas com quem conversei ontem me disse do suplício que foi assistir àquilo. Um horror, simplesmente.  Pessimamente conduzidos por um mediador, os candidatos não tinham tempo de elaborar um pensamento menos superficial, a coisa não passou de um “ataquismo” primário, principalmente, do candidato Sílvio Mendes. Há portais aqui que trombeteiam que Sílvio “ganhou” o debate, que até um deputado do PT reconheceu isso pelo twitter... Onde é que a gente vai parar com isso, gente... É como disse o professor Augusto Pereira: tem hora que dá vergonha da gente ser piauiense... Tem debates dos candidatos a presidenciáveis toda semana em rede nacional, mas o pessoal daqui não consegue minimamente aprender a conduzir um debate... Uma lástima... Ontem teve outro a que eu não assisti e gostei...   

ANA MARIA CUNHA ENFIM TOMA POSSE NA ACALE


Depois de uns contratempos por conta de recursos de que a eleição de Ana Maria Cunha teria sido feita ao contrapelo dos Estatutos da entidade, finalmente acontecerá amanhã, sábado 23, a posse da nossa querida amiga na cadeira cujo patrono é seu querido pai, poeta Cunha Neto. Os que não ganharam a eleição, não se sabe se torcem para que morra algum dos imortais (brincadeira, gente...) ou que os estatutos sejam mudados e aumentado o número de vagas ou cadeiras na Acale, e com isso tenham chances de se tornarem o que todo mortal comum quer na vida... não morrer... (Claro que eu estou nesse meio aí... rs rs rs kkkkk ou quáááááá...) A cerimônia acontecerá na sede da Acale, na praça Bona Primo. A Acale, ouso dizer, pode estar começando um ciclo diferente em sua história, porque elege para seus quadros uma mulher, elas ainda vão dominar, se é que não já dominam, tudo, e com isso tem a chance de se tornar uma instituição menos conservadora e acomodada, porque a mulher tem no seu DNA a experiência de estar diariamente mudando e cuidando para que o mundo mude com o que ela faz no cotidiano melhor do que ninguém, ou seja, prover e renovar... Com seu jeito manso de mulher que sabe prover e renovar o que faz, Ana Maria de Oliveira Cunha é a “cara” de uma nova Acale que desponta num tempo em que se consolidam as mudanças que a sociedade brasileira como um todo, resolveu consolidar... Parabéns para Ana, para a Acale, para todos nós, seus amigos e admiradores...  

A POLÍTICA, AS ELEIÇÕES E O DENUNCISMO


A uma semana das eleições no segundo turno, o quadro vigente é desolador. A eleição virou um camelódromo onde se tenta vender imagens ruins para o adversário na esperança de que o eleitor se toque e não vote nele, como se isso fosse suficiente para que esse voto seja o melhor ou o menos ruim... Em português mais claro: “Não vote nele porque ele é ladrão ou incompetente... “ O subtexto desse discurso é, também em português claro:”Eu não sou ladrão, eu sou competente...”  De um lado a grande mídia escancara suas preferências e superdimensiona denuncias que possam prejudicar Dilma Russef, de outro verdadeiras redes sociais de anti-denuncismo se cria para desmascarar o que está por trás do noticiário. A publicação das pesquisas exacerba os desesperos e o vale-tudo para não se perder. Acho que a essa altura do campeonato, a maioria já resolveu em quem votar, mas se deu certo levar para os segundos turnos com denuncia disso e daquilo no passado, quem sabe esse expediente possa alavancar uma “virada” que derrote Dilma... O diabo é que não vem a tal da  “virada” e isso aumenta o desespero. Temos mais uma semana de sofrimento, onde não se vai discutir nem de longe, o que cada candidato propõe para resolver os problemas que afligem o povo e a nação. Isso foi banido da campanha por quem não consegue minimamente esboçar um plano de ação baseado em fatos de um passado não tão distante. Por aí a coisa não anda. E tome-se denúncia e tome-se o “deus nos acuda”, o vale tudo capaz de mudar o quadro. E o povão povim, coitado, lá, fiel à idéia de que não adianta trocar o que tá bom pra ele pelo que foi ruim pra ele num passado que é só olhar em volta, ainda está por aí... Aí, fica fácil...      

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Chauí: Serra, versão empobrecida de FHC



Claudio Leal
Do Rio de Janeiro,
A professora de Filosofia, Marilena Chauí, 69 anos, foi uma das intelectuais mais entusiasmadas no ato de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT), no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, segunda-feira à noite (18). No púlpito, puxou um santinho do adversário José Serra (PSDB) e criticou o uso de uma mensagem religiosa (“Jesus é a verdade e a justiça”) na propaganda política. “É religiosamente obscena”, atacou.
Militante histórica do PT, Marilena retornou aos verbos de campanha depois que a sua candidata passou a rebater ataques morais e religiosos. Nesta entrevista a Terra Magazine, após a manifestação de artistas e de intelectuais, ela afirma que Serra é uma “versão empobrecida” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
- Esse discurso religioso foi uma maneira de desconversar. Ele não tem um projeto para o Brasil. Ele é a versão empobrecida do horror que foi Fernando Henrique Cardoso e, por falta de um projeto real para o Brasil, eles encontraram uma maneira de desconversar.
Para Marilena Chauí, o governo Lula não se distanciou dos intelectuais petistas. O manifesto pró-Dilma, sustenta a professora da USP, “é a retomada do vigor da esquerda”. Só não se reuniram antes porque “não tinham que gritar contra nada”.
- A nossa presença foi difusa no interior nas várias áreas institucionais do governo. O que eu diria, é: o que nós tivemos hoje foi uma coisa que fazia tempo que a gente não fazia. Mas é porque fazia tempo que não tinha que gritar contra nada, reunir toda essa lindíssima história brasileira.
Confira a entrevista.
Terra Magazine – Ao discursar no ato de artistas e intelectuais que apoiam Dilma, a senhora mostrou e criticou um santinho de Serra, com a frase “Jesus é a verdade e a justiça”. Como a senhora avalia a entrada de temas religiosos na campanha?
Marilena Chauí – Olha, esse discurso religioso foi uma maneira de desconversar. Ele não tem um projeto para o Brasil. Ele é a versão empobrecida do horror que foi Fernando Henrique Cardoso e, por falta de um projeto real para o Brasil, eles encontraram uma maneira de desconversar. Primeiro, foi “Dilma é guerrilheira”. Não deu certo. Depois foi “Dilma e Erenice”. Não deu certo. Agora é Dilma e o aborto. E ele, protetor da sociedade brasileira. É um escândalo, um escândalo. Sobretudo, o que eu acho mais grave, ele está fazendo essa operação através da TFP (Tradição, Família e Propriedade) e da Opus Dei. Nós temos uma pessoa que foi de esquerda, trazendo pela porta da frente aqueles que fizeram a ditadura no Brasil. Trazendo os produtores, os autores da ditadura brasileira. Trazendo pela porta da frente essa conversa religiosa. Isso é inadmissível. Isso é um escárnio. É tripudiar as nossas lutas. É tripudiar a memória. É tripudiar os mortos, os desaparecidos, os torturados. Isso é um escárnio, é um deboche!
Mas o PSDB acusa o PT de fazer também terrorismo com o tema das privatizações, já que Dilma afirma que eles querem privatizar o pré-sal. Não ocorre isso?
Ah, não, não, eles não têm um caráter privatista… A política econômica neoliberal, você sabe, não tem nada a ver com privatização… A ideia do Estado mínimo, a ideia do enxugamento, a ideia de que o Estado não tem que se encarregar dos direitos, mas apenas de serviços, e que o Estado não tem nenhuma obrigação de intervir diretamente na economia, não são princípios neoliberais… Não são princípios que foram adotados pelo PSDB… Não são os princípios que regeram a política do FHC e do Serra em São Paulo, no pouquinho que ele ficou na Prefeitura, no pouquinho que ele ficou no governo do Estado! Ele tem essa peculiaridade. Um homem que foi eleito senador e não cumpriu o mandato. Eleito prefeito, não cumpriu o mandato. Eleito governador, não cumpriu o mandato. Ele é o homem dos desmandatos.
O que esse ato de intelectuais e artistas representa para a campanha de Dilma?
Ele é a retomada do vigor da esquerda, do vigor de uma trajetória histórica de lutas pela democracia, de lutas pela vida republicana, de lutas pelos direitos, de lutas pelas igualdades, pela justiça. É o coroamento de um processo de dignidade dos brasileiros.
Pode significar uma retomada da participação dos intelectuais dentro do PT? Há essa sensação de que eles não estiveram tão integrados ao governo de Lula e deveriam estar, pelo que representaram na história do PT.
Não acho que houve distância entre os intelectuais e o governo. É que os intelectuais participaram de setores importantes da participação popular. Nas câmaras de direitos humanos, nas câmaras de economia solidária, nas câmaras de ecologia, no Bolsa Família nem se fala, no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)… Por exemplo, eu participei do Conselho Nacional de Educação – e, como eu, inúmeros petistas, professores… A nossa presença foi difusa no interior das várias áreas institucionais do governo. O que eu diria, é: o que nós tivemos hoje foi uma coisa que fazia tempo que a gente não fazia. Mas é porque fazia tempo que não tinha que gritar contra nada, reunir toda essa lindíssima história brasileira.
A senhora sempre faz críticas às posições da imprensa. Como ela se comporta no processo eleitoral?
Eu sou crítica da mídia como um todo. Em primeiro lugar, o fato de ela ser um monopólio de quatro famílias e que identifique a liberdade de pensamento e de expressão com os lucros dessas famílias no mercado. É uma destruição da noção de liberdade de pensamento e de expressão. Eu tenho dito que aqueles que defendem, verdadeiramente, a liberdade de pensamento e de expressão têm como obrigação fazer a crítica da mídia e recusar a imposição que a mídia nos faz. E eu acho a coisa mais maravilhosa, mais perfeita, o que aconteceu com a (psicanalista) Maria Rita Kehl. Quer dizer, foi esse jornal, o Estado de S. Paulo, que iniciou a cruzada contra o “partido autoritário, totalitário, que impedia a liberdade de expressão”. Ele encabeçou essa campanha. E na hora que Maria Rita Kehl escreve uma opinião que discorda da linha editorial do jornal, eles demitem a Maria Rita! Em nome do quê? Então, é preciso fazer a crítica.
(Do portal Terramagazine)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CADE EXTINGUE DIREITOS DA GLOBO SOBRE O BRASILEIRÃO.

Do UOL Esporte - Em São Paulo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, nesta quarta-feira, extinguir o direito de preferência da Rede Globo na negociação pelos direitos de TV do Campeonato Brasileiro. O acordo, costurado pelo órgão com a emissora e o Clube dos 13, vale já para a negociação das edições de 2012 a 2014.
O processo que julgava supostas práticas de cartel na negociação dos direitos de transmissão já durava 13 anos. Nesta quarta, em reunião do Plenário do Cade, a proposta final de extinção da cláusula de preferência foi aprovada pela maioria. Apenas o presidente da sessão, Arthur Badin, não quis homologar o texto proposto pela relatoria, por julgar que as mudanças no atual modelo deveriam ser maiores.
Agora, Globo e Clube dos 13 ficam sob a vigilância do Cade. O acordo celebrado nesta quarta é apenas um termo de cessação de conduta (TCC). Caso o órgão verifique novos indícios de carteis ou o descumprimento do TCC, o julgamento será reaberto.
Até a decisão do Cade, a Globo tinha o direito de cobrir qualquer proposta concorrente, mesmo que ela tenha acontecido em sistema de envelope fechado. Isso significa que ela concorrerá igualmente com suas rivais. Caso vença a disputa, no entanto, ela poderá manter a exclusividade que possui atualmente.

@@@@

EXCLUSIVO!
O MOMENTO DO GRAVE ATENTADO CONTRA O ROJAS SERRA

A perícia já está de posse do rolo de papel higiênico com vestígios de sujeira (sangue?) abundante existente na cabeça do candidato tucano.

SERRA APELA PARA O GOLPE DO GOLEIRO ROJAS, DO CHILE.

Serra chegou a colocar gelo na cabeça para amenizar a “dor” que nem chegou a sangrar. Mas ele pediu para ser levado para o Hospital para avaliação. O tucano se deslocou até o hospital num helicóptero. Após ser atendido no local, seguiu para o Maracanã para cumprir agenda de campanha. Ou seja, mais um golpe publicitário. Puro merchandising. Quem não tem votos conta história.

O golpista Rojas, o verdadeiro, foi punido severamente pela FIFA.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...